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Cordel Encantado

Cordel Encantado()
Por WALLACE CARVALHO
RIO DE JANEIRO - Há tempos não se via uma novela como “Cordel Encantado”. Onde o amor dos protagonistas fosse soberano, onde o público ficasse aos pés do herói, odiasse os vilões e se apaixonasse pela mocinha convencional, sonhadora e inocente. A fábula da princesa perdida criada no sertão brasileiro conquistou os telespectadores e elevou a audiência no horário das 18 horas.
Sucesso também de crítica, a trama escrita por Duca Rachid e Thelma Guedes contou com um elenco coeso, repleto de excelentes atuações e boas surpresas. Todo mundo brilhou na fictícia Brogodó, todos os atores tiveram seu grande momento no folhetim, independente do tamanho do seu papel.
O sucesso de “Cordel” se deve a uma fórmula simples que parecia esquecida no campo da teledramaturgia global: elenco escolhido a dedo, ótimo texto, direção excepcional e padrão de cinema. Os diretores Ricardo Waddignton e Amora Mautner souberam exatamente como tirar do papel o projeto ousado que fazia uma ligação improvável entre um reino europeu e uma cidade nordestina.
Coerente e fantástica, a trama despertou em quem estava do outro lado da telinha sentimentos genuínos por personagens tão puros, tão nobres, tão reais. “Cordel” mostrou que a audiência não faz questão da malícia, que os bons ainda têm vez e que sempre haverá público para uma boa novela. E que quanto mais “novelão” ela for, melhor. É uma pena que a gente tenha que se despedir de Jesuíno (Cauã Reymond) e Açucena (Bianca Bin).
Por conta disso, o Famosidades montou uma lista com os pontos altos e baixos dessa turma que com certeza vai deixar saudades. Confira!




Cordel Encantado - 2 (Divulgação TV Globo)
Cauã Reymond e Bianca Bin. Ou Jesuíno e Açucena - porque para nós ela nunca será Aurora. O casal mostrou uma química incrível e a pureza do amor dos personagens fez com que o telespectador torcesse por eles do primeiro ao último capítulo. A diretora Amora Mautner tinha razão quando disse que a história só valeria a pena ser contada se o namorado de Grazi Massafera vivesse o herói do folhetim. Bianca não ficou por baixo e fez um trabalho impressionante como a princesa perdida criada no sertão brasileiro. Alguém aí consegue imaginar Paola Oliveira como a doce Açucena?









Cordel Encantado - 3 (Divulgação TV Globo)
Bruno Gagliasso é sem dúvida um dos melhores atores de sua geração. É incrível a capacidade que ele tem de se reinventar diante dos nossos olhos. Quando assumiu o papel de Timóteo Cabral, Gagliasso tinha acabado de se despedir do Berillo, de “Passione”, que roubou a cena no folhetim de Sílvio de Abreu. Em “Cordel”, o bonitão despertou a ira de todos que torciam por um final feliz entre Jesuíno e Acuçena. O ator soube traçar, sem sair do caminho, a paixão do coronel pela sertaneja que se tornou uma obsessão que o deixou a beira da loucura. Mais um personagem inesquecível para a galeria do marido de Giovanna Ewbank.









Cordel Encantado - 4 (Divulgação TV Globo)
Nunca houve um rei tão justo como o Rei Augusto de Seráfia (Carmo Dalla Vecchia). A paixão do nobre pela doce Maria Cesária (Lucy Ramos) foi outro ponto alto da trama. A empregada da sede do Palácio do Governo, que conseguia colocar seus sentimentos na comida, deixou muita gente com água na boca com sua habilidade na cozinha. A relação entre os personagens e a transformação da sertaneja em rainha empolgou os telespectadores.









Cordel Encantado - 5 (Divulgação TV Globo)
Muito antes da novela começar, o reencontro de Débora Bloch e Luis Fernando Guimarães já empolgava o público. A atriz deu um show de maldade como a Duquesa Úrsula em um dos seus melhores trabalhos na TV na última década. Já Guimarães, que estava há dez anos sem fazer novela, demorou a se livrar dos personagens dos seus seriados de sexta à noite e incorporar o mordomo Nicolau. Mas, após o segundo mês na pele do amante de Úrsula, o ator encontrou o tom do seu papel e nos presenteou com momentos impagáveis ao lado de Débora.









Cordel Encantado - 6 (Divulgação TV Globo)
Marcos Caruso e Zezé Polessa foram responsáveis pelos momentos mais hilários da trama. A dupla roubou a cena como os atrapalhados Patácio e Ternurinha. O prefeito e a primeira-dama de Brogodó mostravam-se impagáveis na hora de reverenciar a realeza de Seráfia.









Cordel Encantado - 7 (Divulgação TV Globo)
“Cordel” revelou um novo galã na faixa dos 40 anos. Em seu primeiro papel expressivo na TV, Domingos Montagner fez muita dona de casa desejar passar uns dias no cangaço só para pode ficar ao lado do temido Capitão Herculano. Aquele que era considerado o cangaceiro mais temido do sertão mostrou que na verdade não fazia mal a uma mosca. Por conta do sucesso do personagem, Montagner sai da trama direto para o seriado “Brado Retumbante”. Além disso, ele está cotado para a próxima novela das 21 horas.











Cordel Encantado - 8 (Divulgação TV Globo)
A história de Farid (Mouhamed Harfouch) e suas três mulheres também divertiu o público de casa. Heloísa Périssé brilhou em mais um papel cômico e Andreia Horta viu sua personagem crescer ao longo da trama. Paula Burlamaqui completou o trio de beldades do turco - ops, libanês!










Cordel Encantado - 9 (Divulgação TV Globo)
Mas, os melhores momentos da jornalista Penélope foram ao lado do cangaceiro Berlamino. João Miguel foi outro nome pelo qual Amora fez questão que estivesse no elenco do folhetim. O ator interpretou diversos personagens por conta dos disfarces de Bel, mas foi ao lado de sua “branquinha” que o cangaceiro viveu seu ápice na história.








Cordel Encantado - 10 (Divulgação TV Globo)
O núcleo infantil da produção também roubou a cena. Destaque para João Fernandes, como o travesso Nidinho, que sempre tinha uma resposta na ponta da língua. Sua busca pela verdadeira identidade do pai fez com que o espaço dos atores mirins no folhetim aumentasse ainda mais.










Cordel Encantado - 11 (Divulgação TV Globo)
Se teve alguém que correu atrás de um papel na trama foi Nathalia Dill. A atriz pediu para fazer um teste para viver Doralice e convenceu os diretores de que poderia sim viver a advogada que se travestia de sertanejo para lutar ao lado de seu grande amor. Isso sem falar que nunca uma antagonista travou uma luta tão limpa para conquistar o coração do mocinho.









Cordel Encantado - 12 (Divulgação TV Globo)
Osmar Prado deu um show como corrupto delegado Batoré que por amor a Antônia (Luiza Valdetaro) se tornou um homem de bem. As cenas em que o policial ensina a esposa a ler foram emocionantes. A dedicação, o carinho e o respeito com que ele tratou a jovem após o casamento fez com que o público o enxergasse com outros olhos.









Cordel Encantado - 13 (Cordel Encantado)
Luana Martau se destacou como Lady Carlota, a filha da duquesa que ao descobrir que a mãe quase matou seu pai e se decepcionar com Timóteo, deixa de ser uma menina fútil e mimada e se transforma em uma mulher justa e empenhada a ajudar o próximo. Já Mauricio Destri viu seu personagem, Príncipe Inácio, abrir mão de seu lugar na realeza e do grande amor de sua vida para ajudar os necessitados. Já Flávia Rubim conquistou seu espaço como a simpática Filó, empregada de Neusa e Batoré, que estava sempre disposta a ajudar os amigos.









Cordel Encantado - 14 (Divulgação TV Globo)
Reginaldo Faria, Alinne Moraes e Thiago Lacerda ficaram pouco tempo na trama. Os dois últimos apenas no primeiro capítulo, mas Coronel Januário Cabral, Rainha Cristinha e Rei Teobaldo foram lembrados pelos personagens durante toda a trama.










Cordel Encantado - 15 (Divulgação TV Globo)
Quase tudo correu perfeito na trama escrita por Duca Rachid e Thelma Guedes. A alternância de poder entre Timóteo e a turma de Jesuíno deu uma cansada na reta final da novela. Dia sim, dia não, o coronelzinho era preso pelos amigos do filho de capitão Herculano. Só que sempre conseguia fugir e retomar o posto de rei.









Cordel Encantado - 16 (Divulgação TV Globo)
As imagens de Seráfia do Norte no primeiro capítulo, gravadas na França, impressionaram o público. E todos ficaram esperando pelo momento de rever o elenco de volta ao fictício reino europeu. O pulinho que Rei Augusto deu com Aurora em sua terra natal não matou a vontade do telespectador mais atento que percebeu que as cenas improvisadas não foram gravadas na Europa. Devido ao sucesso da novela, a direção da emissora deveria ter feito um esforço para presentear a audiência.









Cordel Encantado - 17 (Divulgação TV Globo)
Marcelo Novaes fez o que pode com o Quiquiqui, mas o personagem era muito limitado e acabou deixando ator escondido no meio de tantas feras. As tramas do amigo de Jesuíno não se desenvolveram e, com o decorrer da novela, Marcelo foi perdendo espaço. Uma pena!







Cordel Encantado - 18 (Divulgação TV Globo)
Isabelle Drummond foi outro grande talento desperdiçado. Rosa não passou de uma menina que levava recado de um núcleo ao outro e ajudou a interligar as tramas.

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