Tanto as crianças insistiram que você cedeu: a partir de agora, começará a pagar-lhes uma mesada. Mas, na verdade, ainda está em dúvida. Será que os pais devem pagar mesada aos filhos?
O educador financeiro Álvaro Modernell é direto. “Sim, desde que tenham assumido esse compromisso”. Na verdade, ele ressalta, a mesada, em si, não é uma obrigação de pais para filhos. “Isso não está previsto na legislação nem no Estatuto do Menor e do Adolescente. Não está escrito em nenhum lugar. Também não é um compromisso moral ou tácito. Mas, se um dia esse acordo for assumido entre pais e filhos, então, terão que pagar e na forma que for combinado”.
A mesada, ressalta Modernell, é um instrumento de educação financeira que pais, avós, tios ou padrinhos assumem voluntariamente com as crianças. Há quem questione a idade que deve se começar a pagar mesada às crianças, relacionando à falta de maturidade de algumas para lidar com o próprio dinheiro. “Compromissos devem ser honrados, principalmente diante dos filhos. Ainda mais se forem relacionados a dinheiro. Isso é um dos fundamentos básicos da educação financeira”.
Ele levanta, porém, outro tipo de questionamento em relação aos pais. Será que todos estão preparados para dar mesada aos filhos? “Pois é… Para dar mesada também é preciso preparo, conscientização, organização e responsabilidade. Os pais devem saber que seu exemplo influencia diretamente à formação da personalidade e do caráter dos filhos, inclusive nas relações com o dinheiro. Então, pais que assumem e cumprem compromissos com os filhos passam-lhes uma mensagem de responsabilidade. A chance de seus filhos serem bons pagadores e pessoas de palavra, por exemplo, torna-se maior”.
Por outro lado, alerta o educador financeiro, pais que negligenciam datas de pagamento, que barganham valores, que atrasam ou adiantam os pagamentos estão “dizendo” indiretamente aos filhos que compromissos podem ser descumpridos. “Estão mostrando que a inadimplência sistemática é tolerável, no conceito deles. Que os devedores podem ser irresponsáveis. Que a desorganização financeira é algo natural. Que cada um pode pagar quando e quanto quiser dos seus compromissos”.
Portanto, pais, atenção: não é essa a mensagem que deve ser passada aos filhos por meio da mesada. “Com relação às datas de pagamento, os pais devem respeitar rigorosamente, como se fosse um empréstimo bancário. Prometeu pagar aos domingos, ou todo dia 5, então pague nessas datas. Nem antes, nem depois. Prometeu pagar R$ 10, R$ 20 ou R$ 50 de mesada? Pague esses valores. Nem mais nem menos. Nada de usar desculpas como “esqueci de sacar” ou “não tenho trocado”. Saia de casa, vá ao caixa eletrônico, carregue o cartão da mesada, faça o que for necessário, mas não deixe de pagar em dia a mesada. Muito menos de querer justificar o não pagamento atribuindo a culpa à criança, como por causa de mau comportamento ou baixo desempenho na escola. Ainda mais se for uma desculpa furada”, diz Modernell.
Na eventualidade de algum atraso, ele recomenda, pague multa e juros por isso. “No caso de eventual pedido de adiantamento, caso você concorde isso, negocie juros, ou seja, desconte uma parte. Isso mesmo! É importante que as crianças aprendam que dinheiro tem um custo no tempo e a desorganização financeira geralmente resulta em gastos. Por isso, o melhor é que elas aprendam a organizar e respeitar o próprio orçamento, baseado no valor e na periodicidade da mesada que foi acordada com os pais”.
A mesada deve ser mais do que dinheiro para os filhos, esta deve vir acompanhada de ensinamentos
Uma questão que sempre surge entre o pai e a mãe é a questão da mesada dos filhos. E perguntas como: “É correto dar mesada? Quanto devo dar de mesada?”, pairam sobre os pensamentos de várias famílias.
Podemos ver alguns aspectos importantes sobre essa questão.
Alguns pais preferem eles mesmos controlar esta parte financeira dos filhos, sabendo e decidindo o que a criança pode comprar e quanto vai gastar, então não dão mesada para os filhos.
Mas especialistas em psicologia, garantem que é muito bom para o desenvolvimento da criança este processo onde ela vai gerir seus próprios recursos, melhorando até o seu desempenho nesta tarefa na vida adulta.
Quando uma criança recebe uma mesada ela pode começar a lidar com a situação do que pode e do que não pode comprar, e começa a ter noções da responsabilidade e da tomada de decisão.
Pode acontecer no início quando o filho recebe as primeiras mesadas que o filho vai sair e gastar tudo em doces, jogos ou outras coisas, é nesse momento que começa o aprendizado, pois ele agora vai aprender que terá que passar o resto do mês sem poder gastar mais nada e que não deve gastar tudo de uma vez.
Para que este aprendizado alcance seu objetivo é imprescindível que os pais orientem os filhos sobre como gastar o dinheiro de forma inteligente, mas deixando com que eles tomem a decisão de como gastá-lo.
Outro fator importante a ser considerado é que ao filho receber a mesada, este vai começar a interagir com outras pessoas da sociedade.
Comece a mostrar ao seu filho a importância de poupar uma parte da mesada, você pode até premiá-lo, quando ele conseguir poupar um valor durante o mês.
Mas caso ocorra dele gastar toda a mesada, os pais devem ser firmes e não dar mais dinheiro antes da próxima mesada.
Seja um exemplo, não gaste além do que você tem.
Para filhos mais velhos uma ótima opção de mesada é o cartão de crédito pré-pago.
E o importante é os pais terem consciência de que a mesada é para o filho gastar em coisas que não terá problema se ele ficar sem e que isso não incluir as necessidades básicas dos pequeninos.



0 comentários:
Postar um comentário